IDOSOS COM SONO FRAGMENTADO: UMA REVISÃO SOBRE OS PRINCIPAIS ASPECTOS RELACIONADOS A ESSA CONDIÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.31005/iajmh.v8i.313Keywords:
Revisão bibliográfica e meta-análises, Trabalho CientíficoAbstract
Objetivos: Elencar etiologia, fatores de risco e epidemiologia da fragmentação de sono em idosos, de acordo com as evidências mais atualizadas. Métodos: revisão de escopo baseada na metodologia proposta pelo Instituto Joanna Briggs. As buscas foram realizadas nas plataformas PubMed, SciElo, LILACS e Google Acadêmico, incluindo artigos originais e estudos de revisão publicados entre 2021 e 2025, usando os descritores "SLEEP" e "Elderly". Foram selecionadas 7 publicações originais em texto completo. Resultados: O sono fragmentado é o quadro caracterizado por múltiplos despertares noturnos e consequente redução da eficiência do sono, como resultado da interação entre alterações fisiológicas relacionadas ao envelhecimento, fatores psicossociais e distúrbios específicos do sono ou outras doenças prévias (como a apneia obstrutiva do sono - AOS). Quanto à fisiopatologia, o envelhecimento modifica a arquitetura do sono, com a diminuição do sono de ondas lentas (SWS) e da estabilidade dos ciclos, gerando microdespertares e períodos prolongados de vigília após seu início. Isso se associa à neurodegeneração do hipotálamo e à presença de placas beta-amiloides, além de modificações vasculares cerebrais. A prevalência aumenta progressivamente com a idade, sendo maior entre mulheres, indivíduos institucionalizados e multimórbidos. Entre os principais fatores de risco clínicos encontrados, constam: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemias, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca; a presença deles se associou a menor qualidade subjetiva do sono e maior número de despertares noturnos. Sugere-se que idosos com sono fragmentado apresentem AOS não diagnosticada, e que, por isso, há mais desfechos adversos com comprometimento cognitivo, eventos cardiovasculares e maior mortalidade. Entre os fatores de risco psicossociais, citam-se: baixo suporte social, isolamento, depressão e ansiedade. Conclusão: O sono fragmentado é uma condição que leva à menor eficiência do sono, é mais prevalente com o avanço da idade, especialmente em mulheres e indivíduos com multimorbidade. Os fatores de risco incluem: isolamento, depressão e baixo suporte social. Sua fisiopatologia está relacionada à neurodegeneração do hipotálamo e ao acúmulo de beta-amiloide. Há a hipótese de que o sono fragmentado esteja relacionado à AOS não diagnosticada, aumentando o risco de desfechos adversos associados à AOS.
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- 2026-05-25 (2)
- 2025-08-22 (1)
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